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O primeiro ano dos meus 4 anos na Gloriosa República Gato Preto (Broa; F79)

04/11/2019 - Por sergio utimura
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Nos meus primeiros 12 anos de vida lembro-me de ter passado pela cidade de Piracicaba uma única vez, mas foi algo bem rápido, na velocidade do carro que nos levava para outro destino, nem paramos para conhecer com mais calma a Noiva da Colina. Anos depois me vi em pleno domingo à noite, solitário, olhando para um céu repleto de estrelas, um espetáculo que permaneceu por muitos anos escondido do meu olhar de paulistano da Vila Maria. Na rua Santa Cruz, morando em uma pensão, careca e bixo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, aguardava com certa ansiedade o primeiro dia de aula, recém-promovido ao status de universitário.

O dia amanheceu e começou uma etapa da minha vida que revelou-se como uma das mais felizes. Logo ao adentrar na Gloriosa ganhei o meu nome de Esalqueano: BROA! Uma certidão de nascimento sem registro em cartório, mas que levo com muito orgulho em meu coração. Não me lembro do veterano que me batizou, mas lhe sou grato pelo "batismo" Rsrsrs...

A vida é feita de coincidências e em Piracicaba não foi diferente; na mesma rua da pensão havia uma república no número 454 e certo dia, ao passar em frente daquele sobrado branco, conheci seus moradores: Dr. Titica (Carlos Vieira Pinheiro Neto), Dr. Pinicão (José Aquino Rosso), Dr. Lucifér (Paulo Sérgio Vicentini), Dr. Micuim (Sérgio Elias Xavier Ferreira), Dr. Paladino (Homero Bento), Dr. Elefantinho, da Engenharia Florestal (Vail Manfredi), bixo Kumiama (Pedro Sentaro Shioga) e bixo Bundinha (Ary Dias Tranquilini). Após os trotes de praxe nos despedimos e a partir daquela tarde passei a frequentar aquela república, mas morando ainda na pensão, afinal havia combinado com a dona que ficaria um bom tempo por lá.

E assim os dias iniciais em Piracicaba alternavam-se entre as aulas, finais de tarde e início das noites na Gato Preto e horas de sono na pensão. A convivência com os Doutores foi fundamental para o meu aprendizado a respeito das cervejas, do jogo de truco que eu desconhecia e do ambiente de amizade e camaradagem que havia na república.

E um belo dia veio o convite pelo qual eu tanto aguardava: morar na Gloriosa República Gato Preto! Foi como estar na última mão, 9 a 9, com o Zap e o pato, de Sete Copa, trucar! Hahaha...

Essas são as minhas recordações do 1º mês de Agricolão.

E lá se foram décadas!

Sergio Utimura (Broa; F79) Engenheiro Agrônomo, Ex Mourante da República Gato Preto

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